sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dança é efetiva na reabilitação de cardiopatas, diz pesquisador

O reconhecimento do exercício físico como recurso terapêutico de primeira linha para os portadores de doenças cardiovasculares, pulmonares e metabólicas, como a obesidade e o diabete melito, é algo consensual, tendo sido consistentemente demonstrado em estudos científicos de qualidade.Neste contexto, a dança poderá ser uma opção promissora para substituir o exercício físico convencional.Esta é constatação principal de dois estudos realizados pelo Dr. Tales de Carvalho, cardiologista especializado em Medicina do Esporte de SC (Santa Catarina).

Entretanto, apesar da importância dos Programas de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica (RCPM) com ênfase no exercício estar reconhecida na literatura, sendo fortemente recomendada pelas sociedades médicas, as condições oferecidas pelos programas convencionais nem sempre são atraentes para proporcionar uma boa aderência ao tratamento.

Nos programas convencionais a aderência costuma ficar abaixo de 50% no primeiro ano e de 30% no segundo ano.Neste contexto, a prática sistemática da dança de salão, considerada uma atividade lúdica e prazerosa, facilmente incorporada à vida social, poderia contribuir para o bom condicionamento físico e melhor controle do estresse, que são elementos essenciais no estilo saudável de vida.

Particularmente, poderia se constituir em uma forma eficaz de aumentar a aderência aos programas formais de incremento da atividade física.Entretanto, embora se constitua em estratégia promissora, a dança tem sido muito pouco explorada no âmbito da RCPM.

Em Florianópolis-SC, tanto na Clínica de Prevenção e Reabilitação Cardiosport (clínica privada), quanto no Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício da Universidade do Estado de SC, onde são atendidos também pacientes do sistema público de saúde, embora habitualmente os pacientes sejam submetidos a programas convencionais de exercício, em algumas circunstâncias a escolha tem sido a dança de salão. No protocolo utilizado em nossos programas de reabilitação têm sido adotados ritmos variados, como forró, bolero, samba, merengue, valsa, rock and roll e salsa, em abordagem eclética, que atende a todos os gostos. Os ritmos podem ser combinados ou isolados, dependendo do objetivo de cada aula, evitando-se interrupções para o aprendizado técnico, prevalecendo o propósito de manter os pacientes o maior tempo possível na zona alvo do treinamento (ZA).

A frequência cardíaca (FC) durante as sessões de dança de salão costuma ser verificada após os pacientes dançarem uma música completa, sendo em geral verificada a FC em pelo menos três momentos por sessão. Os resultados preliminares dos nossos estudos ainda em desenvolvimento têm se mostrado promissores.

No recente congresso mundial de cardiologia, realizado em Beijing-China, o nosso grupo de pesquisa apresentou 2 estudos científicos sobre a dança de salão na RCPM. Em um deles, na comparação com o programa convencional a dança de salão se mostrou mais efetiva em situar os pacientes na zona alvo do treinamento (ZA), correspondendo à faixa entre 70 e 80% da FC pico de teste ergométrico (teste de esforço), realizado na vigência de medicação de uso corrente.Por meio da dança a ZA foi atingida em 77,5% das sessões e por meio do treinamento convencional em apenas 55%.

A dança proporcionou também de forma significativa que mais indivíduos atingissem a ZA, pois 88.5% deles a atingiram por meio da dança e apenas 62.5% pelo exercício convencional. No grupo da dança, 17,5 % dos indivíduos ficou aquém e apenas 5% além da ZA, enquanto no exercício convencional, respectivamente, 4% e 14%.

Autor: Dr.Tales de Carvalho - Cardiologista especializado em Medicina do Exercício.

Fonte:Revista do DERC.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Como avaliar na Educação Física

Na Educação Física a avaliação é a chance de verificar se o aluno aprendeu a conhecer o próprio corpo e a valorizar a atividade física como fator de qualidade de vida. Portanto, nada de considerar apenas a frequência às aulas, o uniforme ou a participação em jogos e competições - nem comparar os que têm "veia" de campeão com os que não têm. Não há uma única fórmula pronta para avaliar, mas é essencial detectar as dificuldades e os progressos dos estudantes. "O mais indicado é não utilizar um só padrão para todos, mas fazer um diagnóstico inicial para poder acompanhar o desenvolvimento de cada um", resume Alexandre Moraes de Mello, diretor da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em fichas, a evolução

Cleverson da Silva, professor do Colégio Estadual Núcleo Social Yvone Pimentel, em Curitiba, sempre verifica a condição física de seus alunos. No começo de 2002 ele notou que Karoline Pialecki, da 6ª série, tinha pouca flexibilidade para a idade e as condições físicas. Silva deu alongamentos em todas as aulas e, em agosto, repetiu o teste (fotos ao lado). A menina tinha evoluído 11 pontos. "Hoje o passatempo dela e das amigas é fazer exercícios na hora do intervalo", diz. Para perceber os avanços de cada aluno, Silva criou fichas em que anota a evolução aula por aula. Outros instrumentos muito úteis são relatórios, dinâmicas, redações e auto-avaliações.


O caminho das pedras

Na Educação Física, como em todas as outras áreas, para avaliar bem é preciso definir os objetivos, pois eles determinam o conteúdo a ser trabalhado e os critérios para observar a evolução da aprendizagem. Exemplos: descobrir o próprio corpo para utilizá-lo melhor em atividades motoras básicas (correr, saltar) ou específicas (passes no basquete ou handebol, chutes no futebol) e compreender e respeitar as regras de um jogo e agir cooperativamente.

As primeiras aulas funcionam como referência, para que o professor faça a análise inicial da turma, observando e registrando as características de cada estudante. Independentemente de o grupo conhecer ou não a atividade, é preciso explicar, desde o início, os motivos pelos quais ela faz parte do programa, quais os movimentos, as capacidades e as habilidades que serão trabalhados e que aspectos serão avaliados, coletiva e individualmente. "O estudante precisa conhecer quando e como será julgado", explica Caio Martins Costa, consultor na área de Educação Física do Colégio Friburgo, em São Paulo.

Prazer de ver avançar quem tem pouca aptidão


É comum o professor de Educação Física encher os olhos quando vê alunos habilidosos nos esportes. Alexandre Moraes de Mello propõe olhar também de modo inverso.

"A criança com pouca vivência motora é a mais importante para o trabalho docente, justamente porque representa um desafio", diz. Com esse tipo de estudante é preciso aplicar métodos adequados para trabalhar suas dificuldades específicas. Mello afirma que agir dessa maneira compensa, pois o prazer de ver o crescimento do estudante não tem preço.

Músculos crescem com exercício e alimentação



Exercícios com peso e uma alimentação equilibrada são o que os músculos precisam para se desenvolver. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Connectituc, dos Estados Unidos, apontou que 70% da massa muscular resultam da alimentação e do descanso. Os 30% restantes são obtidos com exercícios de força. De acordo com o estudo, quem faz exercícios físicos deve consumir 15% das calorias provenientes da proteína.

Para um melhor aproveitamento dos nutrientes os cientistas constataram que o ideal é fazer a refeição 30 minutos após o treino. Nesse tempo os nutrientes são usados para reposição da energia no fígado e músculos. Esses nutrientes são transformados em fonte de energia para o crescimento muscular e não são depositados sob a forma de gordura.

A proteína é mais bem absorvida com o consumo de ovo. Sua gema, além da proteína, contém a vitamina B12. Ela diminui os níveis de gordura e ajuda na contração muscular. A gema tem a maior concentração de colina, substância que ajuda a dissolver a gordura das artérias. Outro alimento recomendado pelos pesquisadores americanos é o iogurte. Por combinar proteína e carboidrato ele age no crescimento muscular e um copo fornece 10% da necessidade diárias de proteína.

10 motivos para ter um trampolim em casa

Nas academias, as aulas de power jump ou jump fit, com exercícios realizados sobre um mini-trampolim, são uma febre. Divertida e dinâmica, a modalidade melhora o condicionamento físico, ajuda a emagrecer, tonifica os músculos e ainda proporciona maior equilíbrio e coordenação motora. Quer mais um motivo para se render à atividade? Dá para você treinar na sua própria casa.

Tudo bem que para isso você vai ter que comprar uma cama elástica. O preço varia de acordo com a marca, mas com 150 reais já dá para levar uma. E, tem muita loja que ainda facilita a compra do aparelho a partir do pagamento parcelado. Confira abaixo bons motivos para apostar no pula-pula de adulto.

1. Dá pique de sobra para realizar as tarefas ao longo do dia

Por ser um exercício aeróbio, vai aumentar o seu condicionamento físico e melhorar o funcionamento do seu sistema cardiorrespiratório. "Mas antes de começar a saltar sobre a lona na sala de casa ou no quarto, consulte um médico para saber se está tudo em ordem com sua saúde para realizar exercícios", explica Marcelo.

2. Elimina gordurinhas
Uma aula de 30 minutos pode queimar de 200 a 400 calorias, dependendo da intensidade da atividade sobre a cama elástica. Considere os seguintes níveis de intensidade: caminhada (leve); corrida com pequena fase aérea (média); corrida com elevação de joelho (moderada-alta) e sprint, que é a corrida bastante acelerada (alta).

3. A atividade é divertida e dinâmica
As séries de exercícios podem ser bastante variadas. Coloque uma música para servir de estímulo. Uma série que dá resultados e leva cerca de 40 segundos é : 8 corridas, 8 polichinelos, 8 exercícios laterais e 8 elevações de joelho (veja como executar os movimentos logo abaixo). Quem tem bom condicionamento, pode repetir a série por quatro vezes, sem intervalos, e intercalar com uma caminhada de um minuto para recuperar o fôlego. Mas se você era sedentário, faça uma série completa e intercale com uma caminhada de 30 segundos.

4. A modalidade é a campeã para combater a celulite
Os saltinhos na cama elástica favorecem a flexão dos músculos dos membros inferiores e faz com que se pressione levemente os gânglios linfáticos da região, proporcionando uma espécie de drenagem linfática, que ativa a circulação e facilita o processo de eliminação das toxinas do organismo.


5. Não ocupa espaço

O acessório tem, em média, uma largura de 92 centímetros e profundidade de 20 centímetros. E ainda há versões dobráveis. Portanto, você pode guardá-lo facilmente em qualquer lugar da casa ou até mesmo escondê-lo embaixo da cama.

6. Deixa o corpo durinho
Os movimentos ajudam a tonificar, principalmente, membros inferiores (coxas, panturilhas, o bumbum e os músculos da região do quadril).

7. As crianças adoram
Seu objetivo é treinar, mas se você tem filhos, sobrinhos, primos ou volta e meia se vê na função de babá do filho dos amigos, a cama elástica é uma ótima atração para os pequenos se esbaldarem.

8. Afasta lesões Os exercícios fortalecem a região de musculatura flexora do quadril, que é fundamental para proteger os joelhos e tornozelos. De acordo com um estudo da Universidade de Oklahoma (EUA), a lona elástica absorve 87% dos impactos. O fortalecimento muscular da área do quadril contribui diretamente para uma melhor estabilidade do corpo.

9. Deixa a barriga durinha
Por causa do equilíbrio que ficar em cima da cama elástica demanda, fortalece a musculatura do core - é um cinturão de força, um conjunto de músculos abdominais e dorsais que, juntamente aos do quadril, formam o núcleo do corpo. A estrutura também é responsável pela manutenção da postura e proteção da coluna contra impactos e sobrecargas.

10. Você ganha mais agilidade

A variedade de movimentos sobre o mini-trampolim (correr, saltar, descer) melhora a coordenação motora.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

As aulas de Educação Física na escola são suficientes para obtenção da saúde?

Hoje em dia, o cotidiano é muito agitado. Pelo menos em um turno, há aulas; depois, são as tarefas de casa, as aulas de língua estrangeira, a família, as brincadeiras, os amigos, os programas favoritos de televisão, enfim... É bastante coisa para se fazer em um único dia. Assim, com tantos compromissos e tarefas diárias, muitas vezes não sobra tempo para a prática de alguma atividade física. Mas será que essa atividade é mesmo tão importante? Até porque, existe uma matéria dedicada somente a isso.

As aulas de Educação Física escolar realmente objetivam o desenvolvimento pessoal do aluno. Por meio do movimento, são ensinados valores múltiplos que vão desde o desenvolvimento físico, passando pelo caráter lúdico - através dos jogos e brincadeiras -, e atingindo até a conscientização de valores morais, como o respeito e o trabalho em grupo. Entretanto, a principal função das aulas de Educação Física é propiciar aos alunos condições de saúde e qualidade de vida melhores.

No entanto, a freqüência dessas aulas varia de uma a três vezes por semana, dependendo da escola. É muito pouco tempo para que os objetivos sejam atingidos. Por isso, o professor de Educação Física precisa da colaboração do aluno, que deve agir em benefício de sua própria saúde.

O processo deve acontecer da seguinte forma: o professor passa conteúdos variados para os alunos - incluem-se aí os jogos, as atividades pré-esportivas, as brincadeiras, etc. - e os alunos, por sua vez, devem realizar as atividades sugeridas, apreendendo e, principalmente, contribuindo para a melhora de sua saúde. Mas só isso não basta! Os alunos também devem escolher as atividades que mais lhes agradam e procurar complemento para elas fora do horário de aula.

Existem as mais variadas atividades. São recomendáveis as "escolinhas" esportivas - que às vezes são oferecidas pela própria escola -, as escolas de natação e as academias de ginástica. A vantagem desses locais é que, na maioria deles, existem profissionais capacitados na área de Educação Física que garantem a continuidade do trabalho que o professor da escola está desenvolvendo. Mesmo que a opção seja outra atividade, sem a presença de um professor, é importante que ela seja feita sistematicamente. Caminhadas, prática de esportes com os amigos e esportes radicais - skate, surfe, etc. - também são válidos se feitos regularmente.

Conclui-se, portanto, que a Educação Física escolar ajuda bastante na obtenção de saúde, mas ela não é a solução para todos os problemas. Assim, mesmo que o dia-a-dia esteja bastante ocupado, é importante encontrar um "tempinho" para prática de alguma atividade física, o que garante uma vida mais saudável e, conseqüentemente, mais ativa e produtiva.